Carmen Maura (Tina Quintero) em “A Lei do Desejo” (1987), de Pedro Almodóvar.

Doçura e glória: se o cinema de Pedro Almodóvar, nascido em 1949, nos tornou tão familiar, talvez seja porque, durante cerca de quarenta anos, a obra do autor espanhol acompanhou a evolução da sociedade. Assistimos novamente aos nossos filmes no sofá, descobrimos um novo a cada dois ou três anos. Ele filma enquanto o mundo continua girando. Desde 1987, o irmão do cineasta, Agustín Almodóvar, gerencia a produção da empresa El deseo (“desejo”).

Organizada pelo Centro Pompidou, de 8 de abril a 26 de maio, em Paris, a retrospectiva completa da obra do espanhol, “Anexos” – como um eco do filme Amarre-me! (1990), com Victoria Abril – relata, implicitamente, uma carreira sem fôlego, com inclinação para lidar com as questões mais candentes – como o suicídio assistido, em O quarto ao lado (2024), coroado com Leão de Ouro, com as atrizes Juliane Moore e Tilda Swinton. Autor de cerca de vinte longas e curtas-metragens, o realizador e argumentista dará uma master class no dia 11 de abril, na Biblioteca Mk2 de Paris, onde decorrem todas as sessões.

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