Na passagem da fronteira turca de Kapiköy, entre a Turquia e o Irão, 17 de janeiro de 2026.

O posto fronteiriço de Kapiköy é, normalmente, um dos três pontos de passagem mais movimentados da fronteira entre a Turquia e o Irão, que tem mais de 500 quilómetros de extensão. Ao redor da imponente alfândega há diversas fileiras de táxis compartilhados, alguns ônibus e alguns pequenos cafés onde você se senta ao redor de um fogão a lenha e toma um chá bem quente. De lá, a estrada leva em pouco mais de uma hora até a cidade encruzilhada de Van, a maior cidade do extremo leste turco. Mas agora há um ar de luto e angústia pairando sobre o local.

Desde a repressão que caiu sobre os manifestantes iranianos a partir de 8 de Janeiro e o encerramento da Internet em praticamente todo o território da República Islâmica, centenas, talvez 1.000, ou mais, todos os dias, atravessam a pé, sozinhos ou em pequenos grupos, o longo corredor que atravessa a fronteira, com olhos cansados ​​e medo no estômago. Nenhuma estatística ou contagem oficial avalia o número de iranianos que conseguiram pisar em solo turco nas últimas duas semanas. Só os seus depoimentos nos permitem ter uma ideia da situação.

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