O próprio local da reunião permaneceu incerto durante muito tempo: os negociadores americanos e iranianos deveriam reunir-se na sexta-feira, 6 de Fevereiro, em Mascate, no Sultanato de Omã, e não em Istambul, como inicialmente planeado, a fim de iniciar as discussões finais sobre o programa nuclear da República Islâmica. O enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, devem enfrentar o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghtchi.
Aos olhos da administração Trump, trata-se de dar uma última oportunidade à negociação, sob a ameaça de possíveis ataques americanos contra o Irão. Mas o clima é muito tenso, pouco menos de um mês depois da repressão sangrenta do vasto movimento de protesto contra o regime, que causou até 30 mil mortes, segundo as estimativas mais sombrias.
Depois de inicialmente sugerir que interviesse em apoio aos manifestantes, o presidente americano mudou de ideias sob pressão da Arábia Saudita, liderada pelo Egipto e pelo Qatar, que o aconselharam a não tentar derrubar o regime, sob o risco de provocar uma conflagração regional. Mesmo assim, Donald Trump despachou forças militares significativas para o local, em torno do porta-aviões USS Abraham-Lincolna fim de pressionar o regime dos mulás, com vista ao relançamento das negociações nucleares. Os iranianos “negociar”vangloriou-se Donald Trump, na véspera das discussões de quinta-feira. “Eles não querem que acertemos eles”ele garantiu.
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