Vocêa reestruturação da dívida numa empresa é como uma discussão orçamental na Assembleia Nacional. A oferta inicial é conhecida, mas ninguém sabe em que estado o texto ficará ao final dos debates. Pode-se contar com que os credores sejam tão inventivos e agressivos como os deputados na era pós-dissolução. E, no final, são eles que votam.

Funcionários mudam a placa de um supermercado Casino que passa a ser Intermarché, em Toulouse (Haute-Garonne), no dia 1º de outubro de 2024.

Mas Daniel Kretinsky, o acionista majoritário do Casino, não teve escolha. Não há hipótese de o distribuidor (Monoprix, Franprix, Naturalia, CDiscount) conseguir reembolsar, ou refinanciar, 1,4 mil milhões de euros de contas a receber vencidas em Março de 2027. O Casino abriu portanto a caixa de Pandora em Novembro de 2025, ao lançar negociações com os seus credores, a fim de restaurar o seu balanço.

Foi no final de discussões deste tipo que Jean-Charles Naouri, o construtor do império alimentar, perdeu o controlo do grupo, em março de 2024, para Daniel Kretinsky, então associado ao fundo britânico Attestor e à Fimalac, holding de Marc Ladreit-Lacharrière. A roda gira. Certos credores que beneficiam de garantias consideraram, por sua vez, expulsar o multimilionário checo, mas, de acordo com um relatório de progresso publicado quinta-feira, 5 de Março, pelo Casino, propõem-lhe agora deixar-lhe a maioria na capital.

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