O eurodeputado Matthieu Valet, candidato por Béthune, em Pas-de-Calais, durante reunião pública, 5 de março de 2026.

O autoproclamado “primeiro partido da França” tem grande dificuldade em cobrir o país. Analisado por O mundoos perfis dos candidatos ao Rally Nacional (RN) nas eleições municipais, presentes nas 536 cidades com mais de 3.500 habitantes, dos 3.362 de França, confirmam o incipiente estabelecimento territorial da formação de extrema-direita, e as suas dificuldades em profissionalizar um contingente de aspirantes a autarcas composto em grande parte por mulheres e – sobretudo – homens sem experiência política.

Para as eleições de 15 e 22 de março, o partido presidido por Jordan Bardella tentou superar as suas fragilidades mobilizando os governantes eleitos e os seus colaboradores. Quarenta e nove parlamentares (37 deputados e 12 eurodeputados) aparecerão assim no topo da lista durante a primeira volta. Sem muitas hipóteses de sucesso – mas encorajados pelo seu partido a forjar a sua legitimidade local – oito dos doze deputados do Parlamento Europeu investidos competirão em cidades com mais de 100.000 habitantes.

Sem contar os parlamentares, outros 148 candidatos já têm mandato eleitoral, incluindo 63 vereadores regionais e 14 prefeitos cessantes. “O partido abraça agora bastante bem o campo da profissionalização política, as suas lógicas sociais e organizativas são relativamente semelhantes às dos restantes, com o surgimento de profissionais da e para a política: pessoas que vivem da política.confirma Guillaume Letourneur, doutor em ciências políticas e autor de tese sobre compromisso com a Frente Nacional (antigo nome do RN) no “França dos esquecidos”.

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