A França não deve pressionar o botão “pause”. Enquanto o “suspensão” da reforma das pensões de 2023 está no centro dos debates, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sugere que seria preferível descartar tal cenário, que consiste em abrandar o adiamento da idade legal de reforma de 62 para 64 anos. Esta é uma das mensagens lançadas – implicitamente – pela instituição internacional no seu “Panorama das Pensões” divulgado quinta-feira, 27 de novembro. A afirmação não surpreende este centro de especialistas que, muitas vezes no passado, insistiu na necessidade de prolongar a duração das carreiras profissionais, mas chama a atenção num momento em que a disposição em questão está a ser analisada pelos parlamentares, no âmbito do projeto de lei de financiamento da Segurança Social (PLFSS) para 2026.
Para a OCDE, não há dúvidas, em relação ao nosso país: “Aumentar a idade efetiva de reforma é uma prioridade”ela escreve no estudo. Esta recomendação é feita em nome de “melhoria da situação financeira” do nosso sistema pré-pago. De acordo com as mais recentes projeções do Conselho de Orientação para as Pensões, que datam de junho, os regimes de pensões, no seu conjunto, enfrentarão um défice crescente, provavelmente atingindo 1,4% do produto interno bruto em 2070. Uma evolução que está em curso apesar da reforma de 2023, cujo primeiro objetivo era, no entanto, fazer poupanças adiando em dois anos a idade legal de reforma.
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