Na linha de produção do carro elétrico Peugeot e-3008, na fábrica da Stellantis em Sochaux (Doubs), em 12 de setembro de 2023.

O acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai), aprovado por maioria qualificada pelos 27 Estados-membros na sexta-feira, 9 de janeiro, terá, globalmente, um impacto limitado na economia do Velho Continente. Mesmo tomando os cálculos oficiais da Comissão Europeia, que são necessariamente optimistas, a sua implementação deverá de facto aumentar o produto interno bruto da UE em… 0,05% até 2040, e o do Mercosul, em 0,25%.

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Em detalhe, certos sectores serão, no entanto, consideravelmente impactados. Se a maior parte das discussões políticas em França se centraram na agricultura, três áreas industriais deverão beneficiar substancialmente: automóveis, máquinas-ferramentas e produtos químicos. A Alemanha, campeã destes sectores, é um dos países em melhor posição para beneficiar deles.

Juntas, estas atividades deverão gerar quase dois terços do aumento esperado das exportações europeias para o Mercosul até 2040, segundo a Comissão. A indústria automóvel, em particular, será a grande vencedora, triplicando as suas exportações para esta zona. “É muito positivo”confirma Jonathan O’Riordan, da Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis, o lobby europeu desta indústria.

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