Esta é uma das grandes questões que cercam “Pânico 7” desde que o elenco foi anunciado: como e por que Stu Macher, interpretado por Matthew Lillard, retorna à saga, trinta anos após o lançamento da primeira parte?

AVISO – O artigo abaixo contém spoilers de “Pânico 7”, pois ele retorna ao cerne de sua trama e, por extensão, ao seu desfecho. Então, por favor, siga em frente se você ainda não viu o filme.

Na saga Pânico, a morte não é totalmente inevitável, mas geralmente são os mocinhos que escapam dela (às vezes temporariamente), como Dewey (David Arquette), Kirby (Hayden Panettiere), Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding). Se você é um dos bandidos, porém, há poucas chances de sobreviver, cada filme tendo o cuidado de não deixar dúvidas sobre o destino daqueles que se escondem sob a famosa máscara branca. Com uma exceção.

Quando o primeiro Grito termina, tudo sugere que Billy Loomis e Stu Macher estão de fato mortos. O primeiro esfaqueado com guarda-chuva e baleado na cabeça, o segundo eletrocutado pelo aparelho de televisão que Sidney deixou cair no rosto. Lançada um ano depois, a sequência traz dois novos assassinos (Nancy Loomis e Mickey Altieri), e tudo sugere que os Ghosfaces originais são uma história antiga.

Exceto o roteirista Kevin Williamson, que planeja confrontar Sidney com um exército de discípulos de Stu, guiados por este último de sua cela em Pânico 3. Ideia abandonada por causa do massacre de Columbine em 1999, antes de Ehren Kruger assumir o roteiro e jogar a carta oculta do meio-irmão, mas os fãs da franquia nunca se esqueceram do que poderia ter sido, e consideraram que o cúmplice de Billy Loomis ainda poderia estar em vida no universo, o que nunca foi negado em outro episódio.

Acho que Stu está de volta

Lançado em 2023, o sexto filme ainda evoca essa teoria através de um diálogo entre Mindy e Kirby, em que o primeiro questiona a morte de Stu. Foi uma simples piscadela para os fãs ou uma semente plantada para o futuro? Porque em 31 de janeiro de 2025, enquanto Pânico 7 finalmente parece estar no caminho certo depois de ter resistido a algumas tempestades (demissão de Melissa Barrera, seguida por Jenna Ortega que deixou o navio da mesma forma que o diretor Christopher Landon, substituída por Kevin Williamson atrás das câmeras), Matthew Lillard anuncia seu retorno à saga através de Instagram.

E esse será o maior mistério que envolve o projeto, desde a divulgação onde a voz do ator é ouvida logo no final do primeiro trailer, até o filme em si, que começa com um diálogo em torno de rumores sobre a suposta presença de Stu em uma festa. Uma introdução bem meta, que remete à presença do loiro Matthew Lillard entre os figurantes de uma festa do Pânico 2, e nos permite apresentar o que espera Sidney quando ela recebe uma videochamada e descobre o rosto de seu ex-agressor, riscado por cicatrizes.

Entre a revelação da identidade do primeiro assassino, o que sugere que o filme reaproveitará a ideia que estaria no cerne de Pânico 3, a ausência (ou desaparecimento) de seu arquivo no necrotério de Woodsboro e Marco (Ethan Embry) que afirma tê-lo visto, amnésico, entre os pacientes do hospital psiquiátrico de Fallbrook, quase queremos saber quem está se escondendo sob a máscara de Ghostface tanto quanto ter provas de que Stu está vivo ou morto.

Mas Pânico 7 finalmente responde a essa pergunta que agita os fãs há quase três décadas: Stu Macher não sobreviveu ao primeiro filme. E o dele “voltar”como muitos suspeitavam pelo anúncio da presença de Matthew Lillard no casting, se deve apenas aos deepfakes de excelente qualidade assinados por Marco, que aproveitou sua experiência em segurança cibernética no Google para se tornar um especialista em inteligência artificial antes de ser empregado em Fallbrook, onde conheceu sua futura cúmplice Jessica (Anna Camp).

Ao trazer Matthew Lillard, mas também Laurie Metcalf (Nancy Loomis), Scott Foley (Roman Reynolds) e David Arquette (Dewey Riley) em uma das cenas que antecedem a revelação final, Pânico 7 põe, portanto, fim a uma das maiores teorias do universo da saga além de evocar, de forma muito leve, os perigos que aguardam o cinema e a sociedade em termos de imagens e desinformação. Além de permitir que Sidney acertasse uma última pontuação com seu passado. Até o próximo episódio?

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