Recife de ostras, no rio Bermagui, Austrália, 23 de novembro de 2021.

É um princípio bem conhecido dos defensores das espécies naturais: não há protecção dos animais sem bons conhecimentos. Com apenas um quarto das espécies existentes descritas (cerca de 2 milhões de 8 a 10 milhões, segundo avaliações dos cientistas) e uma crise crescente de biodiversidade, um bom número de espécies terá desaparecido antes mesmo de serem conhecidas. Certamente deprimente, esta observação também motivou investigadores australianos e americanos… a olhar. E para encontrar.

Na Universidade Macquarie, em Sydney, Juan Esquivel-Muelbert e sua chefe, Melanie Bishop, bebericaram uma bebida gelada durante o escaldante verão austral de 2019-2020 e discutiram o estado dos recifes de ostras Saccostrea glomerata. Desconhecida em nossas latitudes, a espécie é reverenciada por gourmets na Austrália e na Nova Zelândia. Além disso, vários estudos demonstraram que os recifes que formam aumentam as populações de peixes, filtram a água do mar e protegem as costas. Exceto que, durante dois séculos, as colheitas maciças, tanto para alimentação como para material de construção, reduziram estes recifes em mais de 85%. A espécie agora vive principalmente em parques de criadores de ostras.

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