À primeira vista, isso passaria despercebido. Construída nos fundos de uma fábrica em Drancy (Seine-Saint-Denis), a torre de refrigeração é semelhante a uma instalação industrial comum: uma caixa metálica de 3,5 metros de altura, encimada por um ventilador, que gira ao som de uma fonte. É na realidade o primeiro protótipo francês de “captura direta de ar” (captura de dióxido de carbono no arcaptura de dióxido de carbono no ar, DAC), uma tecnologia projetada para bombear CO2 diretamente na atmosfera, a fim de aliviar a crise climática.
O ar é aspirado através de grades e depois filtrado com um solvente químico líquido. Num hangar onde se enroscam bombas, tanques e tubulações, uma corrente elétrica que alimenta membranas permite recuperar o gás de efeito estufa, finalmente concentrado. Um processo complexo para isolar uma molécula que representa apenas 0,04% da atmosfera.
Desde julho de 2025, a máquina operou cerca de 1.500 horas e capturou 1,3 toneladas de CO₂. “Nesta fase trata-se sobretudo de demonstrar que funciona sem riscos”explica Valentin Fougerit, cofundador e diretor da start-up Yama, mostrando o painel onde as medições são exibidas em tempo real. Por enquanto, o gás recuperado é lançado no ar. Em última análise, a empresa planeja armazená-lo em concreto ou usá-lo para fabricar combustíveis sintéticos para aviões.
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