Os paramilitares sudaneses reivindicaram, no sábado, 21 de fevereiro, a captura da cidade de Al-Tina, na fronteira com o Chade, depois de terem tomado duas cidades vizinhas em dezembro.
Anteriormente era detido pelas Forças Conjuntas, aliadas do exército regular, que está envolvido desde abril de 2023 numa guerra contra os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FSR).
O FSR afirma ter “assumiu o controle total da cidade estratégica de Al-Tina, no norte do estado de Darfur”segundo comunicado publicado em seu canal Telegram acompanhado de um vídeo que mostra combatentes comemorando esse avanço sob uma faixa em nome da cidade.
O exército não reagiu imediatamente.
O governador pró-exército de Darfur, Minni Minnawi, por sua vez denunciou “comportamento criminoso repetido que incorpora as piores formas de abuso contra pessoas inocentes”.
“Atos de genocídio”
Os paramilitares controlam quase toda a vasta região de Darfur, no oeste, desde a captura de El-Facher, o último bastião do exército, no final de Outubro.
Esta captura foi marcada, segundo numerosos relatos, por massacres, violações e sequestros. Na quinta-feira, a missão independente de investigação da ONU sobre o Sudão informou“atos de genocídio”.
Desde então, a RSF realizou vários ataques perto da fronteira com o Chade, matando dois membros das fileiras do exército chadiano no final de Dezembro.
A guerra no Sudão deixou dezenas de milhares de mortos e desenraizou, nas suas horas mais sombrias, 14 milhões de pessoas, causando o que a ONU descreve como “pior crise humanitária do mundo”.