Cada vez mais meninos masculinistas. Esta é uma das conclusões do último relatório do Conselho Superior para a Igualdade, publicado em Janeiro, que também regista um aumento alarmante do sexismo, “hostil” Ou “paternalista”em todos os níveis da sociedade. Aprendemos que 23% dos homens com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos e 31% dos jovens entre os 25 e os 34 anos consideram que é desvantajoso ser homem. A disparidade de género, nestas idades, nunca foi tão pronunciada sobre o assunto.
Quais são os impactos, nas famílias e nas escolas, deste aumento da misoginia entre os rapazes? As respostas do pesquisador franco-canadense Francis Dupuis-Déri, cientista político da Universidade de Quebec em Montreal e autor de A crise da masculinidade: autópsia de um mito tenaz (Edições da agitação/Pontos, 2018).
Estarão surgindo novas tensões dentro das famílias por causa do masculinismo?
Há um efeito duplo. Primeiro, todos os estudos recentes mostram que os rapazes são mais misóginos do que eram há alguns anos. As primeiras a sofrer são a mãe e as irmãs, pelas quais levam uma vida difícil. Nós nos preocupamos muito com esses meninos e não o suficiente com as mulheres ao seu redor. No entanto, eles estão na linha de frente.
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