Os dados pessoais de 243 mil agentes da Educação Nacional, principalmente professores, foram roubados. Parte dos dados já foi distribuída na dark web.

A Educação Nacional se viu na mira dos cibercriminosos. Em comunicado publicado na segunda-feira, 23 de março de 2026, o ministério revela que Compas, software de recursos humanos utilizado para gerir estagiários de primeiro e segundo grau, ficou comprometido.

No software, os hackers conseguiram colocar as mãos dados de 243.000 agentes da Educação Nacional. A grande maioria das vítimas são professores. As informações roubadas incluem nomes, nomes, endereços postais, telefones e todos os períodos de ausência dos professores registrados no Compas. Boas notícias, os motivos das ausências não foram consultados pelos atacantes. Os nomes, nomes próprios e números de telefone fixo profissional dos tutores dos formandos também foram desviados.

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Uma conta comprometida como gateway

A intrusão ocorreu no dia 15 de março e foi detectada no final do dia 19 de março pelo centro de segurança operacional do ministério, COSSIM. As investigações mostraram queuma conta de usuário comprometida está por trás do ataque. A investigação do centro operacional de segurança do ministério conseguiu demonstrar que uma amostra dos dados roubados já chegou à dark web.

Não é de surpreender que o Ministério da Educação Nacional tenha contactado a ANSSI, o CNIL, e planeia apresentar uma queixa às autoridades competentes. Ao mesmo tempo, “estão em curso verificações em todos os sistemas de informação do ministério, a fim de prevenir qualquer risco de propagação”, indica o ministério em seu comunicado de imprensa. Todas as vítimas do vazamento serão notificadas o mais rápido possível.

O anúncio da Educação Nacional ocorre poucos dias depois do hackeamento da Educação Católica. Durante esta ofensiva, os dados pessoais de 1,5 milhões de pessoas, incluindo 800 mil estudantes do ensino primário, suas famílias e 40 mil professores, foram comprometidos. Em apenas alguns dias, os dados de mais de 1,7 milhões de franceses acabaram nas mãos de hackers.

Nos últimos meses, várias instituições governamentais francesas foram vítimas de ataques cibernéticos. É o caso do Ministério do Interior, do serviço público por duas vezes, do Urssaf ou mesmo da Caisse des Allocations Familiales (CAF) e da France Travail.

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