A história de quarenta anos de exílio e do maior movimento de refugiados acolhidos pela França será revelada ao maior número de pessoas possível na segunda-feira, 30 de março. O Escritório Francês para a Proteção dos Refugiados e Apátridas (Ofpra) deveria colocar os arquivos de seu “Arquivo espanhol”.
Este último encontra-se hoje guardado numa pequena sala de tecto baixo, iluminada por néon, na sede da Ofpra, em Fontenay-sous-Bois (Val-de-Marne), e distribuído nas 121 gavetas de um armário de aço onde podemos ler apelidos com sons ibéricos: Jimenez, Dolores, Garcia, Martinez…
Ao lado deste móvel, outros armários contêm informações sobre refugiados turcos, húngaros, romenos ou provenientes dos continentes africano e latino-americano. O arquivo espanhol é o maior: contém mais de 185 mil cartões de papelão organizados em ordem alfabética, que fornecem informações manuscritas ou datilografadas sobre as identidades daqueles que fugiram do fascismo. Lemos sobre locais de nascimento, domicílios em França, estado civil, profissões, datas de emissão ou renovação de cartões de refugiados e o que justificou o compromisso anti-Franco e a protecção de França. Um era membro do exército republicano, o outro apresentava certificação de um sindicato anarquista…
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