Christian Tein, presidente da Frente Kanak e Socialista de Libertação Nacional (FLNKS), durante o congresso do movimento independentista, em Ponérihouen (Nova Caledónia), 6 de dezembro de 2025.

Num documento de dez páginas, a Frente Kanak e Socialista de Libertação Nacional (FLNKS) convida o Estado a discutir a adesão da Nova Caledónia à soberania plena antes de 2027, ao mesmo tempo que delineia uma possível parceria com a França. “O Estado age como se não estivéssemos propondo nada, mas lhe submetemos este projeto de acordo em abril de 2025”garante o presidente do movimento independentista, Christian Tein.

A FLNKS não participou nas últimas discussões sobre o futuro do arquipélago, em meados de Janeiro, em Paris, durante as quais um “acordo adicional” ao acordo de Bougival, celebrado em 12 de julho de 2025, mas desde então rejeitado pela FLNKS, foi assinado. Apela à organização de discussões individuais com o governo, sem apoiantes que não sejam da independência, com vista a “adesão à plena soberania” do arquipélago.

Nas últimas semanas, a FLNKS mencionou, no entanto, nomeadamente através da voz do deputado e presidente da União Caledónia (UC) Emmanuel Tjibaou, as chamadas discussões “Deva” que tiveram lugar na Nova Caledónia em Maio de 2025, como possível base para a retoma do diálogo com o Estado. O então ministro dos Negócios Estrangeiros, Manuel Valls, apresentou um estatuto que estabelece uma “soberania compartilhada com a França”. Na altura, foram os activistas não independentistas que abandonaram a mesa.

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