As lagoas do parque natural “Pan de Azucar”, em Belén, Colômbia, afetadas pela seca ligada ao El Niño e recordes de calor, 21 de abril de 2024.

O “enfant terrível do Pacífico” corre o risco de libertar a sua fúria este ano. O fenómeno El Niño – um aquecimento do Pacífico equatorial – deverá reaparecer nos próximos meses. A probabilidade de seu surgimento chega a 62% entre junho e agosto, e 80% no outono, segundo a Agência Americana de Observação Oceânica e Atmosférica (NOAA) em boletim publicado em 12 de março. Na quinta-feira, 19 de março, o Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade da Universidade de Columbia (Nova York) chegou a estimar esse risco em 80% a partir do verão.

Se esta oscilação natural é examinada de perto, é porque funciona como um amplificador das alterações climáticas: aumenta a temperatura média global e favorece a ocorrência de eventos extremos em muitas regiões do globo.

O El Niño ocorre em média a cada dois a sete anos e geralmente persiste durante nove meses a um ano. O episódio anterior, entre 2023 e 2024, foi o quinto mais forte registado, embora sem atingir um nível extremo.

De 0,2°C a 0,3°C adicionados à temperatura global

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