Ilidio Vieira Té, primeiro-ministro da transição Guiné-Bissau, ex-ministro das Finanças da presidência de Umaro Sissoco Embalo, no palácio presidencial em Bissau, 29 de novembro de 2025.

Na Guiné-Bissau, está em curso uma corrida entre golpistas que procuram consolidar o seu poder, um adversário que não pretende abdicar da vitória que reivindica nas eleições presidenciais e uma região que espera recuperar a credibilidade prejudicada durante cinco anos por uma sucessão de golpes de Estado (Mali, Burkina Faso, Guiné, Níger) cujo curso não conseguiu reverter.

Segunda-feira, 1ºer Dezembro, cinco dias depois de o próprio Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, ter anunciado à imprensa o seu derrube pelos militares, uma delegação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, liderada pelo seu actual presidente, o chefe de Estado da Serra Leoa Julius Maada Bio, chegou a Bissau, a capital, para se reunir com os novos líderes de facto e tentar encontrar uma saída para esta crise.

No rescaldo do golpe, ocorrido na quarta-feira, 26 de Novembro – um dia antes do anúncio dos resultados das eleições presidenciais e legislativas, que se realizaram em 23 de Novembro – a organização regional, que se orgulha de promover a democracia, suspendeu o país das suas autoridades até o “restauração plena e eficaz da ordem constitucional”. No entanto, de acordo com uma fonte diplomática de um dos países membros, a organização não está de forma alguma a considerar usar a força para colocar a junta de joelhos nesta fase.

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