O Prémio Médici foi atribuído a Kolkhoz, por Emmanuel Carrère (POL), quarta-feira, 5 de novembro.
Resta saber como esta grande angustiada, já ganhadora, entre outros, do prêmio Femina por Aula de neve (1995) e Renaudot para Limonov (2011), experimentarão esta nova recompensa. Quando jovem, ele não desdenhou a vaidade da época literária – a agitação das ordens e dos rituais mundanos? Em uma das passagens mais engraçadas de sua Reino (POL, 2014), onde refletiu sobre sua conversão ao catolicismo aos trinta anos, o escritor contou uma visita a uma livraria durante a qual passou diante das mesas de romances de volta às aulas como um monge diante de um pôster de filme pornô…
Certamente, na época em que publicou O ReinoPrêmio Literário O mundo 2014, Emmanuel Carrère já tinha colocado água no seu vinho. Chegou mesmo a lamentar, nestas colunas, que Goncourt ainda não lhe tivesse regressado: “Não tenho a impressão de fazer coisas extraordinariamente transgressoras, mas sim coisas que são muito aceitáveis e que geralmente são muito bem aceites. Acontece que, aparentemente, a Academia Goncourt não gosta… Realmente, não posso fazer nada a respeito, é um direito deles. »
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