A tag provocativa do coletivo de artistas Indecline, em Los Angeles, no dia 29 de janeiro.

Os Estados Unidos estão hoje tão divididos que o mesmo acontecimento pode dar origem a interpretações diametralmente opostas. Então o filme Melânia, lançado em todo o país em 30 de janeiro, que acompanha a esposa do presidente Donald Trump nos vinte dias anteriores à sua segunda posse, é um sucesso?

America MAGA (Make America Great Again) comemora seu sucesso, algo raro, ressalta ela, para um documentário. Os seus apoiantes citam os cinemas que esgotaram no estados vermelhos, Estados republicanos e amigos que correm para vê-lo nas noites de garotas.

Por outro lado, o campo oposto aponta a sua nulidade (a sentença “Se este filme fosse exibido num avião, as pessoas ainda sairiam do cinema” virou meme énas redes sociais, acompanhadas de fotos de personalidades hilárias) e aponta, com imagens de apoio, as salas vazias do estados azuis, Estados democráticos.

Pontos publicitários

A imprensa especializada, bem como os principais diários americanos, salientam que os mais de 13,4 milhões de dólares (11,2 milhões de euros) de receitas nacionais arrecadadas em dez dias de emissão são muito escassos face ao dinheiro investido: um orçamento de produção de 40 milhões de dólares desembolsados ​​pela Amazon MGM Studios, aos quais se somam 35 milhões de dólares dedicados ao marketing, com a ajuda de spots publicitários, transmitidos durante jogos de futebol americano, e campanhas de cartazes. Para a ocasião, a primeira-dama, vestida com terninho, foi imortalizada em preto e branco pela fotógrafa de moda alemã radicada na França, Ellen von Unwerth.

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