Escritório de uma empresa em Cracóvia (Polônia), 18 de fevereiro de 2026.

Em menos de vinte anos, o papel de gestor perdeu parte da atratividade, principalmente entre os mais jovens, avalia Elodie Gentina, professora-pesquisadora do Iéseg. Mudança de prioridades, recusa de pressões, os jovens hoje questionam a hierarquia.

Os anglo-saxões inventaram o termo “destituição consciente” para descrever a recusa de gestão por parte da Geração Z (nascida entre 1997 e 2012). Como chegamos lá?

No início dos anos 2000, tornar-se gerente era um pouco como o símbolo máximo de sucesso. Foi o sinal de que “conseguimos”: mais responsabilidades, mais reconhecimento, uma forma de ascensão social. Muitos viram nisso um passo necessário, quase uma recompensa, e quem ainda não chegou fez de tudo para ter acesso.

Hoje, a perspectiva mudou. Em menos de vinte anos, o papel perdeu parte da sua atratividade, especialmente entre os mais jovens. Tornar-se gestor não é mais uma meta óbvia ou automática. Vemos surgir outras prioridades, outras formas de definir o sucesso profissional. Cada vez mais jovens preferem permanecer em cargos que gostam, onde se sentem competentes, sem necessariamente quererem assumir as pressões e constrangimentos da gestão. Isso é chamado de deschefe consciente : uma escolha assumida de não avançar para funções de gestão, em particular posições intermédias, muitas vezes percebidas como as mais expostas e menos valorizadas.

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