Deputado socialista Philippe Brun, durante a continuação da análise da proposta de lei das finanças para 2026, na Assembleia Nacional, em Paris, 31 de outubro de 2025.

Esta não é a grande noite fiscal esperada por alguns, nem a loucura fiscal temida por outros. O novo imposto sobre a “riqueza improdutiva”, aprovado na sexta-feira, 31 de outubro, pelos deputados em primeira leitura, assemelha-se bastante a uma modificação, provavelmente modesta, feita na atual tributação da riqueza. O seu rendimento para o Estado, ainda bastante vago, promete ser limitado. A medida, caso se concretize no final do longo e muito incerto processo de elaboração do orçamento, poderá penalizar sobretudo os “pequenos milionários”, mais do que as muito grandes fortunas.

Depois de rejeitar as diferentes versões que lhe foram apresentadas sobre o imposto Zucman sobre os ultra-ricos, a Assembleia Nacional adoptou, sexta-feira à noite, uma alteração que modifica o imposto existente sobre a riqueza imobiliária (IFI) para transformá-lo num “imposto sobre a riqueza improdutiva”. O texto, apresentado pelo deputado (MoDem) Jean-Paul Mattei e subalterado pelo seu colega socialista Philippe Brun, obteve uma maioria de 163 votos, contra 150, graças a uma aliança inesperada de deputados socialistas, MoDem e Rally Nacional (RN). O resto da esquerda e da direita se opôs amplamente.

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