O Livret A financiará 60% do programa nuclear EPR2, anunciou o Eliseu quinta-feira, 12 de março, após um Conselho de Política Nuclear (CPN) realizado na presença de Emmanuel Macron no canteiro de obras da futura central elétrica de Penly (Sena-Marítimo).

“O empréstimo bonificado do Estado concedido ao programa EPR2 no valor de 60% do valor total do programa será financiado pelo fundo de poupança da Caisse des Dépôts”de acordo com um comunicado de imprensa. Isto significa que o Livret A financiará parcialmente o programa para novos reactores EPR em França.

O CPN confirmou também o objectivo de assegurar a decisão final de investimento, que será tomada pela EDF, “antes do final de 2026, para primeiro comissionamento até 2038”especificou a presidência. Ele pede ao Estado e à EDF “tomar todas as medidas necessárias para finalizar as discussões em curso com a Comissão Europeia num calendário consistente com este objetivo”.

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Seis novos reatores

Este conselho, que define as principais orientações da política nuclear nacional, realizou-se na presença do Presidente da República no local em construção da central de Penly (Sena-Marítimo), que irá acolher dois futuros reactores de nova geração.

Emmanuel Macron defendeu, durante esta visita, a favor do átomo, segundo ele essencial para a competitividade e soberania da França. “Não seremos capazes de vencer a batalha pelo clima, pela competitividade e pela soberania sem a energia nuclear”afirmou o Presidente da República ao celebrar o “canteiro de obras do século” do relançamento da energia nuclear em França, enquanto os trabalhos preparatórios estão em pleno andamento.

O programa EPR2 visa construir seis novos reatores de alta potência, em Penly, Gravelines (Norte) e nas instalações de Bugey (Ain). O CPN especifica também que tomou nota das conclusões da auditoria ao programa de construção dos seis EPR2, através da qual a EDF se comprometeu a cumprir o objetivo de custo de construção de 72,8 mil milhões de euros durante 2020 e o calendário do programa.

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O mundo com AFP

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