“A pesquisa está encerrada” (“a investigação está encerrada”): desde sexta-feira, 28 de novembro, à noite, quem pretende responder ao questionário sobre antissemitismo no ensino superior viu aparecer esta mensagem. Quem tomou a decisão de encerrar a operação prematuramente, dez dias após o seu lançamento? O mistério permanece completo: o instituto de sondagens IFOP, responsável pela sua divulgação, o Cevipof (Centro de Investigação Política de Sciences Po, que deve utilizar os resultados) e o Ministério do Ensino Superior recusaram-se a responder aos pedidos do Mundosegunda-feira, 1ºer Dezembro.
Mal o inquérito tinha sido enviado na terça-feira, 18 de novembro, por carta do Ministério do Ensino Superior aos dirigentes dos estabelecimentos universitários, a polémica começou a avolumar-se. Eles foram convidados para “retransmitir para todos[s] pessoal [–] professores, professores-pesquisadores, pesquisadores, engenheiros, técnicos ou administradores” – um link que permite o acesso ao questionário como parte de uma pesquisa nacional sobre o anti-semitismo no ensino superior. Este programa de pesquisa foi anunciado pelo ministro, Philippe Baptiste, no dia 29 de abril.
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