Treinamento do “Battling Siki” (centro) sob o olhar atento de seu empresário, Charlie Hellers (o homem do chapéu), no estádio Buffalo, em Montrouge (Hauts-de-Seine), em 1922.

“O desporto em julgamento. Quando a lei dita as regras do jogo”, 1890-1940, por Julien Sorez, Edições CNRS, 390 p., 26€, digital 19€.

No final do século XIXe século e na primeira metade do século XXea prática do desporto está amplamente difundida em França como em todos os países ocidentais. O que inicialmente era prerrogativa de certas elites sociais, que praticavam como amadores cultivando a comunidade, está se espalhando por toda a sociedade. O esporte – corridas de bicicleta, lutas de boxe, rugby ou futebol – torna-se um espetáculo popular, formam-se federações e indivíduos passam a se vincular por contrato com estas e com os clubes.

Esta mudança social e cultural em grande escala rumo ao crescimento das práticas desportivas, ao seu espetáculo e à transição para o profissionalismo não aconteceu sem conflitos. Já em 1924, o professor de direito Pierre Garraud observou o seguinte: o esporte, “novo elemento da vida social, deve necessariamente reagir sobre o direito, cujo papel é justamente ordenar as relações sociais, acompanhando suas transformações e adaptando-se à sua novidade”. Este encontro entre dois mundos em busca de regras o esporte e o direito é justamente o tema da investigação original do historiador Julien Sorez Esporte em julgamento.

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