A França está atrasada, mas o governo está finalmente a avançar na transposição da directiva europeia sobre transparência salarial. Dois dias antes do Dia Internacional dos Direitos da Mulher, domingo, 8 de março, para o qual a CGT convocou manifestações, o Ministério do Trabalho enviou uma primeira versão do projeto de lei aos parceiros sociais e parlamentares. O texto ainda será objeto de reunião final de consulta com organizações de empregadores e de trabalhadores no dia 19 de março.
A fim de combater as desigualdades salariais entre mulheres e homens, foi adotada em maio de 2023 uma diretiva europeia para a transparência salarial. Os países da União Europeia (UE) têm até 7 de junho para a transpor. Já é certo que a França não conseguirá cumprir os prazos. Dada a pausa associada às eleições autárquicas de março e um calendário parlamentar particularmente congestionado, ainda não foi comunicada qualquer data para o início da apreciação do projeto de lei no Parlamento. “Estamos a tentar encontrar um nicho que esteja o mais próximo possível dos prazos de transposição da diretiva”relata a comitiva do Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Jean-Pierre Farandou.
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