Martin Schlegel, presidente do Swiss National Bank, em Berna, 11 de dezembro de 2025.

Embora, aos 49 anos, seja o mais jovem de todos os banqueiros centrais responsáveis ​​por uma das principais moedas globais, já é um dos mais sábios e sensatos. No entanto, Martin Schlegel, que lidera o Banco Nacional Suíço (SNB) desde Outubro de 2024 com rigor e silêncio intratáveis, poderá muito bem ter de forçar a sua natureza nos próximos dias. Entregar-se às duas actividades que ele mais odeia: falar e intervir no mercado cambial para conter a subida contínua do franco suíço.

Porque, desde o início do ano, a moeda suíça ganhou quase 3,5% face ao dólar e 3% face ao euro, valorizações rápidas que começam a preocupar a poderosa indústria exportadora suíça, cujos produtos (relojoaria, bens de luxo, processamento alimentar, máquinas de precisão, produtos farmacêuticos) estão a tornar-se cada vez mais caros nos seus dois principais mercados: os Estados Unidos e a União Europeia. Na noite de sexta-feira, 13 de fevereiro, 1 dólar custava 0,76 francos suíços, uma queda de 15% desde o início do segundo mandato de Donald Trump, em janeiro de 2025, e o valor mais baixo da moeda americana face à “suíça”, como lhe chamam os operadores do mercado, em quase quinze anos. Por seu lado, a moeda europeia valia apenas 0,91 francos suíços. Tal nível só tinha sido observado uma vez na história, em Janeiro de 2015, quando o SNB abandonou a taxa mínima, causando um colapso muito temporário do euro face ao franco suíço.

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