O 1er Abril, Donald Trump prometeu trazer de volta o Irã “na idade da pedra”. Vangloriou-se das vitórias militares acumuladas num mês contra o regime. “O mundo inteiro está assistindo e não consegue acreditar neste poder, nesta força e neste brilho”concluiu o presidente. Dois dias depois, sexta-feira, 3 de abril, foram suspensas as emissoras americanas sobre o destino da tripulação de um caça F-15E, abatido no sudoeste do Irã, e cujos pilotos tiveram que ser ejetados. Foi lançada uma operação de resgate, mobilizando recursos consideráveis, numa corrida contra o tempo.
A noite estava prestes a cair. Enquanto aviões americanos cruzavam a área, a mídia oficial iraniana transmitia apelos para a captura dos soldados, em troca de uma recompensa. Um dos pilotos foi rapidamente localizado e resgatado, mas o destino do segundo permaneceu em jogo. Os resultados das operações continuaram a escurecer. Soubemos à tarde, em Washington, que um helicóptero de busca e salvamento, tipo HH-60 Pave Hawk, foi atingido por um incêndio, conseguindo refugiar-se no Iraque segundo o New York Times. Além disso, um segundo avião de combate, um A-10 Warthog, por sua vez caiu perto do Estreito de Ormuz, abatido pelas defesas antiaéreas iranianas, garantiu Teerã. O piloto foi resgatado. Três aeronaves atingidas, um soldado desaparecido: um dia desastroso para os Estados Unidos.
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