Na Guiana, cuja superfície é quase tão grande como Portugal, a continuidade territorial é essencial para os municípios da Amazónia, distantes de Caiena e acessíveis apenas por avião ou à custa de muitas horas de estradas degradadas, depois de canoa. A atribuição, em Dezembro de 2020, de uma delegação de serviço público para ligações aéreas domésticas pela autoridade local da Guiana (CTG) foi, portanto, aguardada com grande expectativa. No entanto, este caso rapidamente se transformou num fiasco financeiro e em acusações de favoritismo e corrupção.
Após vários anos de investigação, o Ministério Público Financeiro (PNF) considera, segundo informações do Mundopara processar por favoritismo ou ocultação o ex-presidente do CTG, Rodolphe Alexandre, bem como um ex-executivo da comunidade, Laurent L., o diretor geral de uma consultoria, Robert Picard, e dois executivos da Interregional Express Airline (Cairo), incluindo o seu diretor geral, Christian Marchand.
De volta no tempo. No final de 2020, três empresas candidatam-se à delegação de serviço público (DSP). Estão em causa dois lotes: um para a zona oeste do território, o mais importante em termos de serviços, e outro para a zona nascente. O vencedor deverá receber um subsídio público de 10 milhões de euros por ano, dos quais 8,5 milhões só da CTG. Os dois lotes são atribuídos à Air Guyane, subsidiária do Cairo, localizada nas Antilhas.
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