Na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde se realizou a principal conferência anual africana sobre mineração, Mining Indaba, de 9 a 12 de Fevereiro, Loyiso Tyabashe veio munido de figuras eloquentes para ilustrar o próximo boom da energia nuclear no mundo e o défice de urânio, o principal combustível para as centrais eléctricas, que dele resultará.
“Temos hoje cerca de 400 reatores no mundo. Nos próximos vinte e cinco anos, seremos três vezes isso, ou mais de 1.000 reatores. (…) Crescimento exponencial em escala global »detalhou o diretor-geral da South African Nuclear Energy Corporation, a empresa pública sul-africana dedicada à investigação e inovação nuclear.
Como resultado, o minério amarelo deverá, segundo os especialistas, sofrer um défice significativo dada a produção actual – a procura de urânio deverá aumentar das actuais 67 000 toneladas, geralmente cobertas pela produção, para cerca de 150 000 toneladas em apenas quinze anos, segundo a Associação Nuclear Mundial. Contudo, tal como acontece com muitos outros minerais, África possui reservas significativas de urânio, estimadas em mais de 1 milhão de toneladas conhecidas, ou cerca de 20% do total mundial. Explorados ou não, são encontrados principalmente na Namíbia, na Tanzânia e no Níger. Na África do Sul, o minério também é produzido em pequena escala.
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