As instalações da empresa estatal de petróleo e gás da Arábia Saudita, Saudi Aramco, em Dhahran, leste da Arábia Saudita, em 11 de novembro de 2018.

Qual é o custo dos danos devido ao calor extremo e à seca? ou certas tempestades causada pela crise climática? A questão, há muito teórica, ganha uma dimensão muito concreta num estudo publicado em Naturezaquarta-feira, 25 de março, que atribui danos económicos específicos decorrentes das emissões de gases com efeito de estufa, quer venham de um Estado, de uma empresa ou de um indivíduo. Estes resultados traçam um mapa vertiginoso da responsabilidade climática.

“A comunidade internacional sempre se recusou a definir formalmente o conceito de perdas e danos ou a tentar estimar sistematicamente quais emissões causaram danos em quais países. Nosso objetivo era preencher esta lacuna”explica Marshall Burke, primeiro autor do estudo e professor da Universidade de Stanford (Califórnia). Perdas e danos referem-se a danos irreversíveis decorrentes das alterações climáticas, quando as medidas de redução de emissões ou de adaptação falharam.

As quantidades atingem níveis colossais. As emissões americanas nos últimos trinta anos já causaram 10.200 mil milhões de dólares (8.854 mil milhões de euros) em perdas económicas, as da China e da União Europeia 8.700 mil milhões e 6.400 mil milhões, respectivamente. Mas esses números contam apenas parte da história. O estudo mostra que os danos futuros associados a estas emissões passadas serão muito maiores: enquanto o CO2 permanece na atmosfera, durante centenas de anos, continua a produzir efeitos.

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