Com 2,3 milhões de novos casos por ano e 764 mil mortes em todo o mundo, o cancro da mama já ascendeu ao posto de principal cancro entre as mulheres. Uma tendência que provavelmente continuará nas próximas décadas, de acordo com um trabalho recente publicado na Oncologia da Lanceta. Ao analisar dados de registos nacionais de 204 países, o estudo faz um balanço dos factores de risco de 1990 a 2050. Até lá, espera-se que o número de casos atinja 3,5 milhões em todo o mundo. A taxa de mortalidade deverá aumentar em 44%.

No mundo, nem todas as populações são iguais de acordo com este trabalho. Ilustram o fosso cada vez maior entre os países de rendimento alto e baixo. Entre os 2,3 milhões de novos casos diagnosticados em 2023, 73% provêm de países de rendimento elevado ou médio-alto, como o Mónaco, Andorra, França, Alemanha e Irlanda. Por outro lado, o Afeganistão, a Somália e Moçambique estão entre os países onde o cancro da mama é menos diagnosticado. Mas são também os países pobres que registam proporcionalmente o maior número de mortes.

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