O magnata checo acaba de colocar em cima da mesa 36 euros por ação para recomprar a totalidade Fnac Darty. A diretoria já disse sim.

Fnac // Fonte: Frandroid

Não estamos a falar de um simples aumento de capital, mas sim de uma aquisição total. Esta segunda-feira, 26 de janeiro, a Fnac Darty confirmou ter recebido uma oferta pública de compra (OPA) do seu primeiro acionista, Daniel Kretinsky. O preço oferecido? 36 euros por ação. Para quem acompanha o caso, trata-se do epílogo de uma estratégia de mordiscar iniciada há vários anos pelo empresário checo.

O conselho de administração não demorou. Ele acolheu a oferta “unanimemente” e favoravelmente. É preciso dizer que o grupo, como todo o setor da distribuição física, atravessa um período de mudanças violentas face aos gigantes do comércio eletrónico.

Ao colocar-se sob a asa de um bilionário com costas muito fortes, a Fnac Darty procura, sem dúvida, uma estabilidade que os mercados financeiros já não lhe ofereciam.

O registo oficial da oferta junto da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF) está previsto para antes do final do primeiro trimestre de 2026. Se tudo correr como planeado, o grupo deixará a cotação em bolsa e passará a ser propriedade privada do veículo de investimento de Kretinsky, o VESA Equity Investment.

O fim de uma era

Esta aquisição marca acima de tudo um ponto de viragem simbólico. A Fnac Darty foi o último grande carro-chefe da distribuição especializada “ao estilo francês” ainda independente. Ao passar sob controlo checo, o grupo junta-se à longa lista de empresas francesas que passam sob bandeira estrangeira para garantir a sua sobrevivência ou crescimento.


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