A doença de Alzheimer é marcada pela formação de depósitos de proteínas chamadas peptídeos amilóides. beta. Esses depósitos podem se acumular muito antes de aparecerem problemas visíveis de memória. Certos exames de referência, como tomografia emissão de pósitrons (PET-amilóide) ou análise de líquido cefalo-espinal (fluido que envolve o cérebro e medula espinhal) através de um punção lombar (coleção deste líquido no fundo do voltar), detectar esses depósitos.

No entanto, estes métodos permanecem restritivos e caros. Os pesquisadores desenvolveram então um modelo matemático mais acessível, que se baseia em critérios sociodemográficos (idade, sexo, escolaridade), testes cognitivos e marcadores sanguíneos. Os resultados foram publicados em Pesquisa e terapia de Alzheimer.

Um algoritmo baseado nos principais biomarcadores

Os marcadores sanguíneos têm como alvo em particular as proteínas beta amilóides (Ab42/40) e a proteína Tau (pTau 181). Sua alteração sugere risco de deterioração neuronal. Além disso, a presença de uma variante específica de envergonhado da apolipoproteína E (este gene modula o transporte de lipídios no corpo) aumenta a probabilidade de desenvolver a doença.

O algoritmo se baseia na análise desses parâmetros para estimar se um indivíduo poderia apresentar uma taxa excessiva de placas amilóides em seu cérebro. Na prática, esta ferramenta não substitui completamente os exames tradicionais, mas evitaria procedimentos invasivos para alguns pacientes.


A doença de Alzheimer é muito comum e afecta um grande número de novos pacientes todos os anos. © Lightfield Studios, Adobe Stock

Para um cuidado mais precoce

O benefício desta estratégia baseia-se na detecção mais precoce possível da acumulação de amiloide. Graças à rápida identificação, novos tratamentos, em particular anticorpos monoclonais (moléculas que visam especificamente uma determinada proteína para neutralizá-la), podem ser considerados em pessoas que ainda não apresentam demência comprovada. Os investigadores já planeiam enriquecer este modelo integrando outros marcadores sanguíneos, como a proteína pTau217, para refinar a precisão do algoritmo.

Em resumo, esta abordagem oferece um novo caminho para triagemgraças a uma avaliação menos invasiva, mais rápida e potencialmente mais acessível para um maior número de pacientes. Tal avanço técnico poderia, em última análise, simplificar a jornada médica para pessoas preocupadas com problemas de memória.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *