Robert F. Kennedy Jr e Donald Trump durante uma conferência de imprensa para anunciar uma ligação entre o autismo e as vacinas infantis e o uso do analgésico Tylenol, em Washington, 22 de setembro de 2025.

Depois das decepções nos Estados Unidos, há alívio na Europa para a Moderna. A biotecnologia americana, especialista em RNA mensageiro, tecnologia popularizada durante a pandemia de Covid-19, acaba de obter a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos para a sua vacina combinada contra a gripe e a Covid-19 para maiores de 50 anos. Na sexta-feira, 27 de fevereiro, a autoridade sanitária emitiu parecer favorável à sua comercialização na Europa, abrindo caminho à sua chegada ao continente, desde que a Comissão Europeia, que geralmente adere às suas recomendações, a apoie.

Uma vitória da Moderna, depois do tumulto das últimas semanas através do Atlântico, onde a empresa pagou o preço pela notória hostilidade da administração americana em relação às vacinas, e mais particularmente ao RNA mensageiro, desde o regresso, em Janeiro de 2025, de Donald Trump à Casa Branca e a nomeação do cético em relação às vacinas Robert F. Kennedy Jr para o Ministério da Saúde.

Numa decisão inusitada, a Food and Drug Administration (FDA), autoridade sanitária norte-americana, recusou-se em meados de fevereiro a examinar o pedido de autorização de introdução no mercado da biotecnologia para a sua vacina de RNA mensageiro contra a gripe, pondo em causa o protocolo do ensaio clínico realizado pela empresa, cujos termos tinha previamente co-construído e validado. Confrontada com os protestos no sector, a FDA recuou alguns dias depois, encontrando urgentemente um compromisso com a biotecnologia.

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