Sexismo “paternalista”, sexismo “hostil”, radicalização masculinista… No seu último relatório anual, tornado público na quarta-feira, 21 de janeiro, o Conselho Superior para a Igualdade entre Mulheres e Homens (HCE) explora as diferentes variações do sexismo. Para isso, a organização baseia-se, em particular, nos resultados de um inquérito Toluna Harris Interactive realizado a 3.061 pessoas com 15 anos ou mais, representativas da população francesa. Com base nas suas respostas, o HCE está a desenvolver um barómetro sobre a situação do sexismo, com a assistência do CNRS.
Oitenta e quatro por cento das mulheres já viveram pelo menos uma situação envolvendo sexismo (assédio, violência sexual, piadas sujas, etc.). Isto faz com que o HCE diga que, nas suas múltiplas e por vezes banalizadas formas, “não se limita a comportamentos isolados: constitui um sistema estruturante de desigualdades, profundamente ancorado em normas sociais, práticas institucionais e representações coletivas”.
O barômetro destaca diferenças de percepção de acordo com gênero e idade. Assim, 54% das mulheres consideram desvantajoso ser mulher na sociedade atual, em comparação com 42% dos homens. A divisão é particularmente acentuada entre os jovens dos 15 aos 24 anos; 75% das mulheres jovens concordam com esta afirmação, em comparação com 42% dos homens jovens, uma diferença de 33 pontos.
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