A caça à pérola flamejante era uma de suas atividades favoritas, 9 era seu número da sorte e o Universo inteiro era seu lar. Estas são algumas das milhares de coisas que aprendemos no Musée du quai Branly – Jacques-Chirac, em Paris, sobre o dragão, tal como ele atravessa o imaginário da China há cinco milénios. Não o imaginem como mau e cuspidor de fogo, como o Ocidente sonhou com ele. Pelo contrário, é a encarnação de uma energia vital, como evidenciado pelos suntuosos objetos emprestados por Taiwan para a exposição “Dragões”. Os avatares são múltiplos e saltam de vasos a chapéus, de caldeirões de tripé a pedras de tinta.
Nós o vemos aqui emergindo do ovo, já no Neolítico, em ornamentos de jade encontrados nos túmulos de falecidos de alto escalão. Ainda não parece tão bom: mais um “porco-dragão”, aparece com focinho e orelhas pequenas num dos primeiros objetos que o representam, datado de cerca de 3000 a.C.
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