Desta vez, estamos lá. Nesta região perdida do norte da Síria, entre o rio Eufrates e a fronteira turca, com a sua paisagem de estepe semi-árida, a sua estrada M4, as suas milícias armadas, os seus postos de controlo, os seus raptos… e a sua fábrica de cimento.
Depois de uma longa introdução de cinco dias, o tribunal criminal de Paris finalmente mergulhou, na terça-feira, 25 de novembro, e na quarta-feira, 26 de novembro, no cerne do caso que levou a Lafarge a ser julgada por “financiar o terrorismo”: os erros de julgamento surpreendentes que levaram os antigos gestores da empresa a financiar os grupos jihadistas presentes em torno da fábrica de Jalabiya para continuarem a produzir cimento a todo custo, enquanto o país afundava na guerra civil.
Esta espiral começou durante o Verão de 2012. Embora vários funcionários sírios tivessem acabado de ser raptados e depois libertados para pagamento de resgate, por facções armadas próximas do Exército Sírio Livre (ELS), um conjunto heterogéneo de grupos rebeldes, a direcção da fábrica tomou a decisão de exfiltrar os funcionários expatriados para fora da Síria. “À medida que os sequestros aumentavam, eles se tornavam presas em potencial”tem explicou, terça-feira, o ex-diretor da cimenteira Bruno Pescheux, 69 anos. Funcionários sírios permanecem no local para reiniciar a produção na fábrica, que esteve fechada por um tempo.
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