Quer ainda estejam no pleno exercício do Estado – Edouard Philippe em 2021 – ou mais ou menos em segundo plano – François Hollande em 2025 – os políticos gostam de vir comparar a sua visão da prática do poder com a dada na série do festival Lille Séries Mania, que os acolhe para uma master class muitas vezes muito popular. Este ano, foi o antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros (2002-2004) e antigo Primeiro-Ministro (2005-2007) Dominique de Villepin, agora consultor, quem se prestou, com eloquência e pedagogia, às perguntas do historiador e jornalista Thomas Snégaroff no Théâtre du Nord, enquanto a criação audiovisual ecoa mais do que nunca as notícias internacionais.
Correndo o risco de essas master classes se limitarem a julgar a veracidade da série no que diz respeito à representação da política, Thomas Snégaroff eliminou a questão lançando um trecho de Quai d’Orsay (2013), filme de Bertrand Tavernier adaptado da história em quadrinhos de Christophe Blain e Abel Lanzac. “A ficção é o terreno perfeito para a caricatura da diplomacia”Dominique de Villepin havia brincado pouco antes. Refletindo sobre uma observação do Ministro dos Negócios Estrangeiros interpretado no filme de Thierry Lhermitte, em grande parte inspirado nele, o ex-ministro lembrou que a negociação está a começar “com palavras, com convicção, com visão. (…) É assim que conseguimos jogar nas grandes ligas, para atrapalhar o jogo de poder”.. E citando uma frase inspirada em outro filme, de gênero completamente diferente: “Sobre um mal-entendido, podemos concluir. »
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