“Pronto, pronto, vá!” “, diz Gwenaëlle Landrieu alegremente nesta amena manhã de dezembro, em frente à taberna Rosa-Bonheur no Bois de Vincennes, em Paris. No chão, três remadores. Atrás de cada máquina, uma equipe de quatro mulheres prontas para decolar nesta corrida imóvel. Todas foram tratadas de câncer de mama.
No dia 31 de janeiro, eles participarão, com várias centenas de competidores, na prova de revezamento Avirose Challenge, que acontecerá no âmbito do campeonato francês de remo indoor. No dia da prova, cada um remará 250 metros duas vezes, totalizando 2.000 metros. O que já é uma vitória.
“O remo é a atividade ideal para esta patologia. É suave, mas energizante e energizante. Não há solavancos, o que é importante no pós-operatório”, explicar Gwenaëlle Landrieu, especializada em senologia, referente da Rede de Fisioterapeutas da Mama de Val-de-Marne. Esta esportista de 59 anos treinou o método Avirose com a fisioterapeuta Jocelyne Rolland, que desenvolveu essa técnica de remo adaptada para mulheres com câncer de mama há cerca de dez anos. O remador trabalha 80% dos músculos do corpo. “Fortalece principalmente o tríceps, que produz miocinas, substâncias com efeitos antiinflamatórios, muito interessantes no combate ao câncer e às recidivas”, continua Gwenaëlle Landrieu.
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