PEm algum lugar de Paris, pouco antes do meio-dia, uma porta de correr se abre com um sussurro. Aos 59, rue Letellier, em 15e arrondissement, aparece uma figura com cabelos impecavelmente puxados. Vestida com um quimono rosa pálido – um eco discreto da luz fria que banha a capital em janeiro – Misuzu Akiyoshi recebe os clientes sob o noren, esta cortina dividida que, no Japão, tradicionalmente serve de sinal.
A anfitriã, esposa do chef, aproveita para cumprimentar os oito convidados esperados naquele dia no Chakaiseki Akiyoshi (uma estrela) para vivenciar a cerimônia do chá – e a longa refeição que a precede. A atenção é delicada: uma inclinação do busto, um sorriso, depois uma mão estendida convidando você a passar pela câmara de descompressão. A ruptura com a rua é imediata.
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