A um ano do primeiro turno das eleições presidenciais, duas questões já ganham destaque no debate: a nomeação de candidatos, determinadas candidaturas relativas a um procedimento ainda indefinido – primárias, nomeação por urnas, etc.
Acabaríamos por esquecer que também há votação sobre as questões e que isso foi largamente ignorado em 2022. As eleições de 2027 são, portanto, uma oportunidade para uma deliberação geral sobre os assuntos que preocupam fundamentalmente os franceses. Só nesta condição o presidente eleito poderá então recuperar uma força propulsora, com a legitimidade do que foi colocado e decidido durante a campanha.
Lembremo-nos, no entanto, que um tema preocupante, mesmo que forte, não se torna necessariamente um tema importante numa campanha eleitoral. Ainda tem que ser alvo de polêmica, ou seja, os candidatos se confrontam sobre o assunto propondo soluções diferentes. Até à data não temos os elementos programáticos dos candidatos sobre muitos temas.
Entre os franceses, temos um indicador duplamente imperfeito, que é motivo de preocupação. Na verdade, isto implica decidir sobre uma lista necessariamente restrita que, uma vez apresentada, se destina a ser reproduzida para medir a evolução. É por isso que, além destas questões de hierarquia, a Ipsos BVA desenhou um sistema de questões de classificação que consiste em perguntar aos franceses, para cada tema estudado, se será ou não decisivo na sua votação. A vantagem é poder perguntar um grande número deles, já que o entrevistado responde por cada tema, para ser mais preciso no depoimento, mas acima de tudo, poder acrescentar mais durante a campanha, caso surjam novos assuntos.
Esquerda bastante unida, direitos fragmentados
Nesta primeira vaga do inquérito eleitoral da Escola de Engenharia Ipsos BVA-CESI foram questionados 23 temas e o resultado, que evoluirá sob o efeito da campanha, já é rico em ensinamentos. Primeira observação: a preservação do sistema de saúde é sim o tema citado como o mais determinante. Isto não é novo. Mas para este tema, mais do que nunca, tudo dependerá de se e como as soluções apresentadas pelos candidatos serão fundamentalmente diferentes. Caso contrário, como em outras eleições presidenciais, cairá no esquecimento.
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