Nicolas Sarkozy está cansado, admite ele prontamente, depois de três dias interrogatórios intensos, mas ele tem reservas de energia insuspeitadas. Ele levantou-se bruscamente, na quinta-feira, 9 de Abril, perante as partes civis, e depois de forma mais cortês perante o gabinete do procurador-geral, durante o julgamento de recurso das suspeitas de financiamento da sua campanha de 2007 pela Líbia. Obviamente não se tratava de convencê-los, mas ele não se desestabilizou e manteve-se firme, com mais confiança do que face ao fogo crescente de perguntas do presidente do tribunal nos dias anteriores.
A estratégia do ex-chefe de Estado vai tomando forma aos poucos. A Líbia forneceu fundos para a sua campanha, mas ele não sabia nada sobre isso, não tinha pedido nada e não precisava deles porque a situação financeira da UMP estava a florescer. Além disso, não foi encontrado nenhum dinheiro na sua campanha, apesar das investigações sobre Bettencourt e os assuntos da Líbia. Fora os infelizes 35 mil euros de doadores anónimos, como explicou o seu ex-tesoureiro, Eric Woerth, que ele próprio concordou que sabia que ninguém acreditava nele.
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