Elon Musk anuncia que a Tesla provavelmente terá que construir sua própria “fab” de semicondutores para atender às suas necessidades de IA e robótica.

Durante a assembleia de acionistas, logo após a validação da sua remuneração recorde, o CEO da Tesla anunciou que queria construir uma fábrica “gigantesca” de semicondutores para alimentar as suas ambições em IA e robótica.

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Tesla enfrentando uma parede: chips insuficientes, mesmo no melhor cenário

Elon Musk disse isso sem rodeios na quinta-feira, durante a reunião anual da Tesla: Mesmo extrapolando o cenário mais otimista de produção de chips de nossos fornecedores, ainda não é suficiente“.

A realidade? A Tesla está atualmente projetando seu chip AI de quinta geração (AI5) para alimentar seus sistemas de direção autônoma, FSD, e seu robô humanóide Optimus. A empresa já subcontrata a fabricação da TSMC (número 1 do mundo) e da Samsung. Está até considerando uma parceria com a Intel.

O problema é o volume. Elon Musk fala em uma capacidade inicial de 100 mil wafers por mês, aumentando para 1 milhão então. Para se ter uma ideia: a TSMC produz cerca de 1,42 milhão de wafers por mês… para todos os seus clientes globais combinados. A Tesla, por si só, gostaria, portanto, de atingir 70% da capacidade atual do gigante taiwanês.

“Terra fab”: a nova palavra da moda

Esqueça as “Gigafábricas” que fabricam baterias e carros. Musk inventa um novo termo: “Tesla terra fabulosa”. Sua definição? “É como um giga, mas muito maior.”

O objetivo declarado: projetar um chip que consuma um terço da energia do Blackwell da Nvidiacom desempenhos comparáveis, para 10% do custo de fabricação. Em outras palavras, Elon Musk promete fazer melhor, mais barato e mais eficiente que a Nvidia… enquanto constrói do zero uma indústria na qual ele não tem absolutamente nenhuma experiência.

A Nvidia fez um trabalho incrível diante de demandas quase impossíveis. Mas, no nosso caso, procuramos uma simplicidade radical.

A aposta é colossal. Construir uma fábrica de última geração custa entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões. E, novamente, isso se tudo correr bem. E nem sempre vai bem. A Intel pode atestar isso: a empresa gastou dezenas de bilhões para se atualizar tecnologicamente… sem muito sucesso até agora.

No papel, a ideia faz sentido: controlar toda a sua cadeia de valor, otimizar custos, garantir fornecimentos. Na verdade? É um abismo financeiro e tecnológico do qual até os gigantes do sector lutam para emergir como vencedores.


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