
A bela história entre Netflix e Harlan Coben continua em 2026. Em 2018, o escritor assinou um grande contrato com a plataforma para levar quatorze de seus romances às telas. Esta colaboração também não o impediu de procurar outro lugar, pois recentemente pudemos desfrutar Lázaro no Prime Video, que é, até o momento, a melhor adaptação de uma de suas obras. Neste 1º de janeiro é a vez de seu romance Não fuja mais (Fugir em inglês) a ser revelado em 8 episódios, e em que o nome de um dos personagens é uma homenagem a um ator com quem o romancista já colaborou no passado.
Acompanhamos Simon Greene (James Nesbitt), um empresário comum, casado com Ingrid (Minnie Driver), uma cuidadora. O casal tem três filhos, Sam (Adrian Greensmith), Anya (Ellie Henry) e a mais velha, Paige (Ellie de Lange). Mas esta última desapareceu, fugindo com o namorado, Aaron. Simon acusa o jovem de ter viciado a filha em drogas e, portanto, de tê-la separado da família. Então, ao encontrá-lo em um parque ao lado de Paige, o patriarca sai de seu controle e o atinge violentamente. A briga foi filmada e depois circulou nas redes sociais. Nada para se preocupar com Simon, ainda procurando por sua filha… até que ele descobre que Aaron foi encontrado brutalmente assassinado em seu apartamento alguns dias depois. O vídeo coloca, portanto, a suspeita da polícia, e em particular do agente Fagbenle (Alfred Enoch), sobre Simon, mas também sobre Paige, que foi vista neste mesmo apartamento e que permanece indetectável. Desesperado, o pai não tem outra escolha a não ser ir ele mesmo em busca do assassino, para limpar o seu nome e o da filha. Durante sua investigação, ele se cruzará com Elena Ravenscroft (Ruth Jones), uma detetive particular com métodos pouco convencionais, que está trabalhando em outro caso aparentemente ligado ao assassinato de Aaron. Juntos, eles descobrirão que toda essa história esconde segredos muito mais sombrios do que parece…
Não fuja mais (Netflix): uma série que começa forte, mas…
Como costuma acontecer com as adaptações dos romances de Harlan Coben para a Netflix, a série começa com força. Em apenas alguns minutos, estamos imersos nesta investigação com uma infinidade de mistérios para resolver, o que pode ser confuso. Muitos personagens são então introduzidos, sem perder tempo para desenvolvê-los e sem dar a nós, espectadores, tempo para nos apegarmos a eles. Digerida esta introdução, deixamo-nos envolver, durante alguns episódios, nesta investigação que nos leva por caminhos inesperados e que explora muitos temas muito interessantes como o vício, a relação com a paternidade, a religião… Infelizmente, estes temas só são abordados durante os 8 episódios, a série favorecendo a multiplicação de reviravoltas e revelações estrondosas (só o episódio 8 tem nada menos que 3 reviravoltas na mesma história). assunto) em ritmo frenético, preferindo deixar de lado a emoção e a reflexão filosófica. Estas revelações também podem, por vezes, revelar-se decepcionantes, uma vez que algumas, em última análise, não conduzem a nada e têm o único objectivo de nos conduzir por caminhos falsos. O suficiente para prolongar um pouco a vida desta história, que poderia ter durado 6 episódios. Felizmente, a série conta com o talento de seus atores, que fazem um excelente trabalho e conseguem, durante algumas cenas, nos emocionar.
Sem ser um sucesso total em todos os pontos, Não fuja mais continua sendo um thriller legal, mas dispensável, que pode divertir você sem fazer seu queixo cair. No gênero de investigação policial, recomendamos, portanto, esta série na Netflix criada por Scott Frank, o homem por trás da excelente minissérie O jogo da rainha.