Ganho entre 1.850 euros e 3.800 euros líquidos por mês, dependendo das missões para as quais estou mobilizado. Entrei aos 20 anos e, durante um ano e meio, estive vinculado a um esquadrão móvel da gendarmaria parisiense. Por enquanto é um compromisso que me cai perfeitamente, pois me traz aventura e conforto financeiro.
Desde que me lembro, e sem realmente explicar a mim mesmo, sempre me imaginei bombeiro, soldado ou policial. Depois do ensino médio, fiz um BTS em comunicação em Toulouse, onde cresci. Queria garantir que tinha formação acadêmica caso escolhesse a profissão errada ao me inscrever ou não fosse selecionado para o concurso. Durante esses dois anos morei com meus pais, não tinha mesada e preparava pacotes nos finais de semana para pagar transporte e despesas pessoais.
Meus pais trabalham em faculdades públicas: minha mãe apoia alunos com deficiência e meu pai é professor de inglês. Nunca tivemos problemas financeiros, mas não estávamos nadando em ouro. Para reembolsar o crédito da casa tivemos muito cuidado. Quando anunciei que iria me alistar, meus pais ficaram preocupados. Assumi o dever de tranquilizá-los assim que cheguei ao treinamento, contando-lhes o que estava fazendo ali.
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