Ahmed Nejib Chebbi, 81 anos, estava em casa quando soube, sexta-feira, 28 de novembro, da sua condenação em recurso a doze anos de prisão no caso altamente divulgado conhecido como “conspiração contra a segurança do Estado”. Condenado a dezoito anos de prisão em primeira instância, o presidente da Frente de Salvação Nacional, principal coligação de oposição ao chefe de Estado tunisino, Kaïs Saïed, boicotou a audiência no Tribunal de Recurso de Tunes. Ele espera ser preso nos próximos dias.
O veredicto, proferido no dia seguinte a uma audiência final de alta tensão, marcada por um impasse aberto entre os advogados de defesa e o presidente do tribunal, revelou-se particularmente duro para 34 dos 37 arguidos julgados em recurso: as penas proferidas variam entre cinco e quarenta e cinco anos de prisão.
Entre os condenados estavam opositores políticos, jornalistas e membros da sociedade civil, muitos dos quais não tinham qualquer ligação entre si. O filósofo francês Bernard-Henri Lévy também aparece na lista. Três dos condenados em primeira instância, porém, beneficiaram-se do arquivamento do processo.
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