Ela fala rapidamente, desdobra seus argumentos metodicamente e antecipa perguntas. Lawen Redar, de 36 anos, conhece o assunto: antes de ser nomeada, em 24 de setembro, porta-voz do Partido Social Democrata Sueco para a integração – cargo que permanece vago desde 2010 – esta advogada, filha de imigrantes e deputada desde 2014, viajou pela Suécia e seus subúrbios durante dois anos. A sua missão: desenvolver uma política capaz de responder ao imenso desafio colocado pelos 180 bairros sensíveis identificados no reino escandinavo, minados pela precariedade e muitas vezes pelo crime organizado, onde vivem 700.000 pessoas, incluindo 170.000 crianças, principalmente de origem estrangeira.
Desta digressão, Lawen Redar regressou com mais de 80 propostas, entre as quais foram selecionadas oito medidas emblemáticas para figurarem no programa do partido, antes das eleições legislativas marcadas para 13 de setembro de 2026. Vencidos pela direita e pela extrema direita em 2022, no final de uma campanha dominada pela imigração e pela insegurança, os sociais-democratas não pretendem sofrer outro fracasso. Em parte inspirados pelo Partido Social Democrata Dinamarquês, defendem agora uma política de migração restritiva e condições rigorosas de integração para os imigrantes.
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