A violência sectária e política está mais uma vez a colocar a Síria em luto. As manifestações de alauítas organizadas no domingo, 28 de dezembro, em cidades costeiras e em Homs (centro da Síria), que contam com uma grande comunidade desta minoria, foram pontuadas por incidentes mortais. Milhares de manifestantes saíram às ruas. Pelo menos três pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas na cidade costeira de Latakia, segundo a agência de notícias oficial SANA.
As histórias permanecem fragmentadas e contraditórias. As autoridades na Síria, lideradas pelo antigo líder jihadista Ahmed Al-Charaa, atribuíram a violência aos leais ao antigo regime de Bashar Al-Assad, dizendo que estavam armados e atacaram as forças de segurança e civis. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, por seu lado, afirmou que duas das vítimas foram mortas pela polícia, que dispersava uma manifestação em Latakia. Nesta cidade costeira, ocorreram espancamentos e lançamentos de pedras entre manifestantes e contra-manifestantes. Tiros no ar também soaram por lá.
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