Eva Bagrova, 17 anos, acusada de “apologia ao terrorismo”. Foto sem data, postada nas redes sociais.

Em rápida sucessão, dois adolescentes foram condenados na Rússia a longas penas de prisão por terrorismo. Um jovem de 14 anos, cujo nome não foi divulgado, ficará privado de liberdade durante sete anos, acusado de ter tentado, em maio de 2025, incendiar um posto de recrutamento militar na região de Tver, cidade a menos de 200 quilómetros a noroeste de Moscovo. “Ele foi contatado por um representante de uma organização terrorista ucraniana proibida na Rússia através de mensagens do Telegram, depois realizou o reconhecimento dos locais de ataque e, usando instruções online, preparou três coquetéis molotov”afirmou o Serviço Federal de Segurança (FSB, um dos sucessores do KGB), num comunicado de imprensa publicado quarta-feira, 28 de janeiro.

Veredicto da Justiça Militar ao final de julgamento a portas fechadas, sem informações sobre as provas detidas contra o adolescente ou sobre as pressões exercidas: dupla condenação por “preparação de ato terrorista” e “participação em atividades de organização terrorista”. A comissão de investigação afirma ter baseado a culpa do adolescente em um conjunto de provas, em especial nos laudos periciais forenses e de“outros elementos”.

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