Tudo começa com um encontro dado ao escritor Ocean Vuong pela fotógrafa Nan Goldin num dia de 2022. Este último deve levar o retrato do autor para a revista artística Documento. Em frente à Igreja de São Marcos, epicentro da cena poética nova-iorquina, os dois conversam. O jovem de trinta anos confidencia à irmã mais velha que além de escrever também é fotógrafo. Ele admite nunca ter mostrado suas imagens para ninguém além de pessoas próximas a ele.

O artista, que revolucionou a disciplina com o seu olhar empático, incentiva-o a exibi-los. Acontece hoje, até 10 de maio, no Woodstock Photography Center (CPW), em Kingston, no interior do estado de Nova York. Esta apresentação, denominada “Sống” – “to live”, em vietnamita, e “song”, em inglês – é acompanhada pela publicação de um livro de edição limitada.

Na realidade tudo começou em meados dos anos 2000 muito antes de Ocean Vuong se tornar um dos mais notáveis ​​autores das letras americanas contemporâneas graças aos seus poemas e ao seu primeiro romance Um breve momento de esplendor (Gallimard, 2021). Ele acaba de publicar O Imperador da Alegria, cuja tradução francesa foi publicada em meados de março, também pela Gallimard.

Nascido no Vietnã em 1988, na cidade de Ho Chi Minh, cresceu em Connecticut, para onde sua mãe e sua avó emigraram quando ele tinha 2 anos. Na muito rica Nova Inglaterra, o primeiro sobrevive trabalhando em um salão de beleza.

“Incessantemente”

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